
Após várias colaborações como compositor, músico multi-instrumentista e produtor, João Mestre apresenta ao mundo as suas composições instrumentais. Inspirado pelas suas emoções, explora e mistura a sonoridade de instrumentos de orquestra clássica com sons eletrónicos modernos, colocando em cada trabalho seu um pedaço íntimo de si.
Do seu percurso destacam-se os espetáculos de Reflect com Orquestra (com direção do maestro João Pedro Cunha), as participações em temas como Vida real. e Vi morrer um verso de Reflect, Máscaras d’Orfeu e Foi chuva de Napoleão Mira, assim como em várias outras edições da Kimahera, como Gata. e 12 Canções Faladas e 1 Poema Desesperado.
Em 2020 apresentou Noite, o seu primeiro projeto como compositor, através do qual expressa de forma musical, literária e fotográfica, o entrelaço de sentimentos que nos preenche enquanto passamos por uma fase escura e incerta da nossa existência.
Através da poesia (de João de Deus), da música e da dança, em 2021 juntou-se a Pedro (Reflect) e Laura Abel, compondo a base musical para o espetáculo A Terra Onde Se Nasce, envolvendo-se numa atmosfera multidisciplinar, tendo como base paisagens cuja história se prolonga para lá do horizonte.
Para além da música, a sua intensa paixão pelos livros levou-o cada vez mais a acreditar que as palavras escritas são uma das formas mais incríveis de viajar e sentir. Entre textos e pensamentos soltos deixados no papel, foi em 2010 que decidiu começar a escrever romances. Expandiu assim a sua ligação com o mundo literário, linhas formaram parágrafos e capítulos tornaram-se histórias.
No ano de 2022 apresenta Outono, um livro e uma banda sonora sobre momentos e memórias de uma viagem à procura de um equilíbrio entre o lado mais positivo e o lado mais negativo do ser. Esta é uma história de primeiros grandes amores e paixões mas também sobre a dor e a tristeza de perder para sempre alguém que se ama. As letras no papel e as teclas do piano contam assim uma história onde a beleza e a tristeza se entrelaçam de uma forma única e intensa.
Em 2025 foi homenageado e distinguido com o Prémio Arte pelo Município de Silves no Dia da Cidade, como uma das vozes criativas mais singulares da sua geração. Um reconhecimento que celebra não só o seu percurso artístico, mas também o laço íntimo e profundo com a terra onde nasceu e aprendeu a sonhar.
Paralelamente à música e à escrita, a videografia e a fotografia tornaram-se também formas de expressão essenciais, permitindo traduzir em imagem a mesma intensidade que habita cada composição. Entre trabalhos criativos e documentais, a busca pelo detalhe e pela emoção visual foi sempre constante. Mais recentemente, o olhar voltou-se para o universo, mergulhando na astrofotografia como quem procura um reflexo do infinito. No silêncio das estrelas encontrou-se uma nova linguagem, onde a técnica se une ao deslumbramento cósmico, dando origem a imagens que dialogam com a música e revelam uma mesma essência: a de transformar momentos em eternidade.